PROJETO OLHO D ÁGUA

PROJETO OLHO D’ÁGUA
AEANOPAR /ADEMA/CREA/PMU
Nascente cristalina, na forma de olho, no inerior na APA do Bosque Xetá - Umuarama.


O projeto OLHO D’ÁGUA foi lançado no Dia Mundial da Água, 22 de março de 2007 na sede da Ong ADEMA , na Sala Aré do Bosque Xetá, pelo convênio da AEANOPAR, ADEMA e CREA-PR , em parceria com a PMU.


Umuarama ainda possui importantes ecossistemas de grande biodiversidade, entre os quais os do Bosque Xetá, Bosque Uirapuru, nascentes do Lago Aratimbó e nascentes e entornos do Lago Tucuruvi e Parques D. Pedro I. Estes ecossistemas são protegidos por lei e são denominadas de forma genérica, como APA – Areas de Proteção Ambiental.


Projeto Olho d'Água - Bosque Xetá - Educação Ambiental

Estas unidades, pressionadas pela crescente ocupação urbana da cidade necessitam urgentemente serem delimitadas, com a precisão necessária para identificação adequada dos limites.

Caso continue impreciso o fato gera contínuos conflitos de uso do solo, resultando em invasões e degradações sistemáticas principalmente nas áreas limítrofes aos riachos e fundos de vales municipais.

Por estas razões, foi idealizado o projeto OLHO D’ÁGUA, em 2006, sob a  Coordenadoria de Projetos de Ação da AEANOPAR, a Eng. Felomena Sandri, cujos objetivos foram amplos, abrangendo desde a identificação dos limites legais e seu levantamento, até sua representação por geo-referenciamento e quantidade, de modo a criar bases para a gestão ambiental da localização das nascentes, além da II MOSTRA FOTOGRÁFICA.


O trabalho resultou em fotografias de nascentes dos riachos de Umuarama, expostas pela II MOSTRA FOTOGRÁFICA durante a III Conferência do Meio Ambiente, em Goio Ere, no dia 27 de outubro de 2007 e em Cianorte no dia 08 de novembro de 2007.

Em convênio com o CREA e PMU a AEANOPAR e a ADEMA foram levantados os números de nascentes do entorno da sede de Umuarama.

Os resultados foram alcançados utilizando a metodologia de foto interpretação, digitalização cartográfica, levantamento topográfico através de GPS (Global Positioning System), onde as nascentes foram identificadas e apresentadas nos textos legais que as instituem; sob a base cartográfica vetorial 1/10000 planialtimétrica e confirmadas através de pontos de controle levantados a campo.


Os mapas foram montados com a metodologia do GIS estão em escalas de 1/43000, 1/30000, 1/20000 e 1/15000.

Criado especialmente para coleta de dados GIS, o receptor GPS Pathfinder® ProXT TM estabelece um novo patamar em termos de facilidade de uso. Sendo um receptor GPS submétrico, antena e integrados em um único equipamento, o ProXT é totalmente independente de cabos, tornando a coleta de dados mais direta. O receptor ProXT garante consistência, confiabilidade e acurácia submétrica. O design avançado do receptor e características como a tecnologia EVEREST TM, que garante a rejeição de sinais refletidos, permitiu que o trabalho fosse realizado sob coberturas vegetais, em ambientes urbanos ou qualquer outro lugar.

A pesquisa foi realizada em campo no período de 16 a 22 de outubro de 2007, num levantamento total de 64 nascentes, quantificadas com os seguintes resultados parciais:

 Ribeirão do Veado: 19 nascentes mais vários afluentes sem denominações; Distância percorrida - 4.371 metros

Ribeirão Pinhalzinho: 06 nascentes com 04 afluentes sem denominação, constando nestes afluentes algumas nascentes. Distância percorrida - 6.195 metros

Córrego Ada (1° braço direito após o lago, seguindo o Córrego Figueira): 02 nascentes Distância percorrida - 529 metros

Córrego Figueira (nascentes do Lago): 09 nascentes até o lago, e 12 nascentes do lago até a rodovia. Distância percorrida - 5.208 metros

Córrego Guatambu (Parque Industrial):: 03 nascentes Distância percorrida - 1.053 metros

Córrego Prata (Jardim monte Claro e Laranjeira): 08 nascentes Distância percorrida - 1.480 metros

 Córrego Longe (Jardim Cruzeiro e Conj. Córrego Longe): 04 nascentes Distância percorrida - 1.474 metros

Córrego Tucuruvi: 07 nascentes mais vários afluentes sem denominação; Distância percorrida - 4.769 metros

Córrego Mimosa (nascentes do Bosque Xetás, Jardim Social): 03 nascentes Distância percorrida - 1.887 metros

Córrego do Jardim Canadá (nascentes do Pinhalzinho): 03 nascentes. Distância percorrida - 856 metros

Foram percorridos um total de 27,822 Km de distâncias, em leitos dos riachos, para o levantamento das nascentes.

As 10 fotografias que constam da II MOSTRA FOTOGRÁFICA DA AEANOPAR, ADEMA E CREA-PR, segundo a Presidente da AEANOPAR e da ADEMA, a ambientalista e autora das fotos, a Eng. Civil Felomena Sandri, representam cada riacho percorrido, onde umas belas, outras provocavam angustia e tristeza diante de tanta degradação.

As que mais chocaram, entre alguns casos, foram as do Rio Pinhalzinho pela péssima qualidade da água devido a lançamentos de efluentes contaminados. Encontramos também, num de seus afluentes, uma tartaruga próximo a um vazamento de óleo diesel.

As que chamaram mais atenção pela beleza foram as nascentes do Lago Aratimbó, apesar das águas contaminadas por resíduos de óleo e graxa vindos pelas galerias de águas pluvias para os fundos de vale, são de uma beleza incrível e estavam repletas de pequenos peixes.


As nascentes preservadas são apenas duas: uma das nascentes do Chuvisco, no rio do Veado e um efluente do Córrego Tucuruvi, na Mata do D. Pedro I, que não apresetam galerias de águas pluvias.


No dia 24 de novembro foi comemorado o Dia do Engenheiro e Arquiteto, encerrando a I Semana de Engenharia e Arquitetura da AEANOPAR, onde foi entregue ao Município e ao CREA-PR, um relatório técnico com o levantamento das nascentes.